Jornal do Vinho

Dois livros para o Natal

As memórias profissionais da mulher que mais entende de vinho e um ótimo atlas da bebida

Marcos Pivetta/www.jornaldovinho.com.br*

02/12/2008

Confissões de uma amante de vinhos Jancis Robinson (Editora DBA, 378 páginas, R$ 42,00)

Escrito originalmente em 1997, este livro narra as memórias profissionais da crítica inglesa Jancis Robinson, uma das vozes mais influentes e respeitadas quando o assunto é vinho. Primeiro mulher a ostentar o título de Master of Wine e autora livros de referência sobre a bebida, Jancis conta na obra como entrou no universo fascinante dos tintos e brancos. Fala das pessoas que conheceu, dos lugares em que esteve e, sobretudo “do que comeu, bebeu e cuspiu fora”. Sem se levar extremamente a sério, a crítica também joga seu olhar perspicaz sobre uma das figuras mais poderosas do meio, Robert Parker, o supercrítico de vinhos norte-americano, seu colega de profissão. Na edição em português, Jancis diz que custa a crer que haja interesse no Brasil por seu trajeto profissional. Há sim, Jancis. O lançamento da obra, uma década depois de sua concepção, pode parecer tardio, mas, como um grande vinho, quase tudo que sai da pena dessa britânica resiste bem ao tempo. A tradução do livro, a cargo de Júlio Gurgel e Luiz Horta, este último um conhecedor de vinhos e da Jancis, deve ser uma garantia da qualidade da versão em português.

Atlas Mundial do Vinho Hugh Johnson e Jancis Robinson (Editora Nova Fronteira, 400 páginas, R$ 139,00)

Lançada no exterior em 2007, a sexta edição deste livro de referência obrigatório para quem quiser entender a geografia atual da vitivinicultura no mundo ganha sua versão em português. Elaborado por dois craques ingleses do vinho, os críticos Hugh Johnson e Jancis Robinson, a obra aborda as características naturais (solo e clima) e agrícolas das principais zonas produtoras de tintos e brancos nas mais variadas latitudes do planeta. O atlas não se restringe a falar apenas dos tradicionais países europeus, onde o vinho é feito há séculos, ou das nações do Novo Mundo que já se estabeleceram no mercado, como Chile, Austrália e Argentina. É claro que as regiões consagradas recebem mais atenção, mas há espaço tanta para lugares menos associados ao vinho, como o Canadá ou o Brasil. Em relação à edição anterior, o livro, ricamente ilustrado, conta com 40 páginas a mais, além de 20 mapas totalmente novos de zonas produtoras. Em livrarias que vendem pela internet, é possível comprar o atlas por preços bem menores do que o sugerido pela editora.

*Esta matéria foi originalmente publicada na edição de novembro de 2008 do jornal Bon Vivant

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