Jornal do Vinho

Molécula do vinho tinto aumenta longevidade de roedores obesos

O composto resveratrol também reduz danos no fígado e melhora coordenação motora dos animais

Marcos Pivetta/www.jornaldovinho.com.br

01/11/2006

O resveratrol, substância presente em abundância no vinho tinto, parece ser capaz de combater a maioria dos problemas de saúde relacionados a uma alimentação muito calórica e aumentar a expectativa de vida de camundongos de meia idade obesos, segundo estudo coordenado por David Sinclair da Harvard Medical School, dos Estados Unidos. Trata-se do primeiro trabalho a associar, em mamíferos, a administração de resveratrol a um aumento de longevidade (em peixes, vermes e moscas tal relação já foi sugerida em trabalhos anteriores).

No estudo da equipe de Sinclair, publicado eletronicamente hoje no site da revista científica britânica Nature, os pesquisadores constataram que os roedores que consumiram por seis meses uma dieta rica em calorias, composta por 60% de gordura, e receberam doses de resveratrol viveram mais do que os animais que foram alimentados da mesma forma, mas não ganharam sua dose do composto. Os animais que receberam resveratrol também tinham, em relação às cobaias não tratadas com a molécula, menos danos no fígado, menor risco de ter diabetes e apresentavam melhor coordenação motora.

Apesar de terem acumulado peso devido à alimentação gordurosa, as cobaias que receberam doses de resveratrol apresentaram, na verdade, um nível de longevidade e de qualidade de vida semelhante à de ratos que, durante os seis meses do estudo, seguiram uma dieta normal e balanceada.

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